Intensivos

Nas nossas unidades, realizamos atendimentos intensivos a crianças que vem de toda parte do Brasil e também do exterior, uma vez que somos centro de referência clínica e de formação.

Conheça os intensivos que realizamos:

Intensivos

A singularidade do processo de avaliação realizado na Clínica Ludens, principalmente na área de Integração Sensorial, se dá por meio de dispositivos e instrumentos diversos e estandartizados, capazes de traçar uma avaliação completa para indivíduos acometidos por desordens sensoriais, sendo elas as disfunções primárias e causando impacto nos processos da práxis e autonomia durante o desenvolvimento humano, ou como comorbidade nos casos de TEA. 

Nessas avaliações, observamos as crianças de maneira sistemática e muito criteriosa, traçando planos de tratamento focados nas necessidades de acomodação sensorial, autorregulação e ampliando para questões de práxis e objetivos a serem alcançados durante o tratamento. Além disso, outros objetivos paralelos poderão ser adquiridos no processo, como: desfralde, inclusão escolar, autonomia para atividades de vida diária e prática, além dos processos de alimentação levando em conta os quadros de seletividade alimentar, com muitos avanços. 

Acompanhamos as crianças através dos seus terapeutas locais (da cidade de origem) e que, na maioria das vezes, são parceiros na formação e encaminhadores dos seus pacientes, e também fazemos supervisão dos programas de tratamento e avaliações programadas:

– avaliação

– avaliação + intensivo de uma semana

– avaliação + intensivo de quinze dias

– avaliação + intensivo de um mês 

O método TheraSuit® foi desenvolvido por Izabela e Richard Koscielny (2002) e consiste em um programa intensivo e individualizado que visa o ganho de força em crianças com paralisia cerebral, utilizando o Suit (veste) e a Universal Exercise Unit (gaiola com acessórios) combatendo os efeitos do desuso e imobilização.

A literatura mostra que em comparação com outras terapias convencionais, o método é mais efetivo, uma vez que trabalha com princípios do treino de força e alta frequência. Treina o corpo exatamente da mesma forma que o de uma criança não acometida pela paralisia cerebral.

É um programa estruturado com o intuito de promover o crescimento e o desenvolvimento da criança, indicado àquelas com paralisia cerebral, pós acidente vascular cerebral, pós traumatismo craniano, com danos na medula espinhal e disfunções neuromusculares.

Os principais objetivos do método são: regularizar o tono muscular da criança, aumentar a variedade dos movimentos ativos, aumentar força e resistência, controlar os grupos musculares que acabaram de ganhar força, permitindo que a criança melhore suas habilidades funcionais, sendo um trabalho que visa a independência.

A veste do TheraSuit®: consiste em uma órtese suave, proprioceptiva e dinâmica que contém: uma touca, a veste (composta por um short e um colete), joelheiras e conexões com o tênis. Todos os componentes estão conectados uns aos outros por um sistema de cordas elásticas. Trata-se de um artifício seguro e efetivo que usado combinado com o programa intensivo de exercícios acelera o progresso da criança, proporcionando: melhora da propriocepção,                reintegração de reflexos patológicos, restauração de padrões de movimento e postura apropriadas, estabilização externa e suporte aos músculos fracos, correção do alinhamento corporal, estimulações sensoriais, melhora da produção oral e fluência, aceleração do progresso dos movimentos e habilidades recém-aprendidas.

Programa típico de exercício intensivo:

Efetuado em 3 horas por dia, 5 dias por semana, durante 4 semanas.

Primeira semana: trabalho com intuito de regularização de tono, diminuindo padrões de movimentos patológicos e aumentando padrões ativos e apropriados de movimento e ganho de força geral.

Segunda semana: trabalho de ganho de força em grupos musculares específicos responsáveis pela função.

Terceira e quarta semanas: uso do aumento de força e resistência alcançadas pela criança para melhorar o seu nível funcional ao sentar, engatinhar, andar.

Site de referência: http://www.suittherapy.com/

A Terapia por Contensão Induzida (TCI) é uma técnica de reabilitação criada por Edward Taub nos EUA, inicialmente desenvolvida para aumentar o uso do membro superior acometido de pacientes com hemiparesia, vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Atualmente, a TCI é utilizada com pacientes de AVC e também de lesão medular, paralisia cerebral, traumatismo cranioencefálico e outros problemas relacionados ao sistema nervoso central, sendo a técnica mais documentada cientificamente para reabilitação do membro superior.

O objetivo desta abordagem é aumentar a frequência do uso e a qualidade do movimento do membro mais acometido de pessoas com hemiparesia nas atividades da vida diária, a reorganização cortical, uso dependente e o aprendizado motor, com reversão do desuso aprendido, sendo o “não uso aprendido” a diminuição do uso funcional do membro superior acometido pela lesão no cérebro.

A TCI consiste em uma combinação de tarefas, estabelecidas conforme a necessidade motora do paciente, que o induz a usar a extremidade superior acometida por várias horas do dia em um número determinado de semanas, influenciando para que o lado plégico passe a fazer parte das atividades de rotina e não seja negligenciado. A técnica consiste de três pilares fundamentais que, aplicados em conjunto, formam a TCI: (1) Treino de tarefa orientada, (2) Restrição do membro superior menos afetado e (3) Pacote de métodos comportamentais, sendo que a combinação desses componentes de tratamento de maneira sistematizada e integrada farão o paciente utilizar o membro superior mais afetado.

Indicações: o paciente precisa ter um determinado grau de amplitude de movimento no membro parético antes do tratamento. Pessoas com nenhum movimento em seu braço ou na mão não são indicadas para realizar a terapia.

Protocolo Pediátrico: o braço funcional é engessado com gesso sintético e a criança faz uso do gesso 100% do tempo durante o tratamento, sendo estimulada a usar somente o braço plégico. O tratamento tem duração de três horas diárias durante três semanas consecutivas, sendo a última semana voltada para atividades bimanuais.

Protocolo Adulto: é utilizada uma luva no braço funcional por 90% do tempo de tratamento, que tem duração de 3 horas diárias durante duas semanas consecutivas.

A reabilitação em crianças e adultos nos dias atuais tem apresentado diferentes técnicas de tratamento baseadas em evidências clínicas e a Eletroestimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) é uma delas.

Diante de uma lesão, há diversas alterações neuropatológicas secundárias, ocasionando modificações e adaptações na biomecânica corporal, incluindo comprometimento da marcha e do equilíbrio decorrentes das alterações tônicas, déficits no controle motor seletivo, fraqueza muscular excessiva e redução das reações posturais, bem como alterações na excitabilidade cortical podendo trazer prejuízos à efetividade e à velocidade do processamento neurológico, comprometendo a execução do ato motor.

A Eletroestimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) consiste na aplicação de corrente elétrica galvânica de baixa voltagem (2mA) com a finalidade de modular a excitabilidade neuronal espontânea. É preconizada como uma técnica segura, cuja ocorrência de efeitos adversos é mínima, em sua maioria caracterizada por parestesia, discreto desconforto no local dos eletrodos, cefaleia, entre outros.

O protocolo de atuação da ETCC pela Clínica Ludens consiste na aplicação do ETCC associado a exercícios funcionais, perfazendo um total de 20 horas, sendo 2 horas diárias por 10 dias. Desta carga horária, 1 hora e 40 minutos são realizados exercícios com diferentes recursos (gaiola do TheraSuit®, plataforma vibratória, coletes e retificação, eletroterapia), de acordo com a necessidade do paciente. Nos 20 minutos finais, é realizada a aplicação da corrente nas regiões selecionadas pelo fisioterapeuta, o que potencializa tudo que foi trabalhado.

Indicações: pacientes com danos em sistema nervoso central, tais como: paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, traumatismo craniano.

Dentro das nossas atividades, também realizamos supervisão à profissionais nas áreas de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, que são compostas de reuniões presenciais ou online nas quais são analisados casos de pacientes englobando desde a avaliação até o raciocínio clínico desenvolvido pelo profissional.

Para mais informações sobre nossa supervisão, favor enviar um e-mail para: secretaria@clinicaludens.com.br com a área de atuação, o caso para o qual gostaria de supervisão e o profissional de interesse.