3 de maio de 2018

|

por: ludens

|

Categorias: Novidades de Tratamento, Técnicas e Métodos

Seletividade alimentar

“Meu filho não come nada, é super enjoado”. Quantas vezes você já escutou uma frase parecida vinda de pais desesperados? Várias, com certeza. E isso tem um nome: seletividade alimentar.

 

Atualmente, é muito comum crianças apresentarem na alimentação, seja por negar certos grupos de alimentos ou então por apresentar um quadro de seletividade alimentar de fato.

 

Por isso é essencial que os pais sigam um cronograma alimentar para garantir o bom desenvolvimento da criança. Isso está diretamente ligado à estimulação de movimentos motores orais que ela vai fazendo desde pequena, como treino de fala.

 

Um passo de cada vez

 

A fonoaudióloga Sandra Lazzari, da Ludens, fez um resumo sobre as fases alimentares na infância:

 

  • No nascimento, o bebê é capaz de receber somente o leite materno pela amamentação ou mamadeira, pois seus órgãos motores orais não apresentam habilidades além da sucção.
  • Com o desenvolvimento (principalmente o motor global), a criança vai amadurecendo suas estruturas orais e, com isso, podendo receber frutas raspadas e depois papa salgada amassada ou passada na peneira.
  • Posteriormente, o alimento vai sendo preparado com consistência mais sólida até o momento em que o sistema motor oral possa desempenhar a função mastigatória.
  • Durante o primeiro ano de vida, a criança vai apresentando muitos processos de aprendizagem com essa cronologia de introdução do alimento, através da experimentação de vários gostos, texturas, cheiros e temperaturas. Essa experiência proporciona um amadurecimento do sistema sensorial oral para que, com dois anos, a criança esteja apta a se alimentar com um cardápio semelhante ao do adulto.

 

“Recebemos muitas famílias na Ludens nas quais a criança ou o adolescente apresenta dificuldade na alimentação, com um cardápio muito restrito. Como consequência dessa seletividade vem a dificuldade na socialização, ou seja, em participar de momentos de lanche na escola, saídas em shopping, viagem com amigos, entre outros”, afirma a fonoaudióloga.

 

Após avaliados, muitos apresentam dificuldade no processamento de algumas informações sensoriais que o alimento proporciona, como cheiro, gosto (sabor), temperatura ou mesmo consistência, e isso vem de uma disfunção nos sistemas olfativo, gustativo, tátil e proprioceptivo (intra oral), ou mesmo por fatores alérgicos e gástricos. Segundo Sandra, essa seletividade necessita de um acompanhamento fonoaudiológico e nutricional.