Raciocínio clínico: essencial no tratamento de disfunções neurofuncionais

O tratamento de reabilitação para pacientes com disfunções neurofuncionais evoluiu muito nas últimas décadas e a participação minuciosa do profissional no processo é fundamental para a eficiência do resultado. Ele deve lançar mão de uma avaliação baseada em aspectos funcionais qualitativos da biomecânica e dados quantitativos provenientes de diferentes protocolos de avaliação.

 

Seu raciocínio clínico deve ser dotado de conhecimento teórico profundo de todos os aspectos neuro sensório motores que compõem toda e qualquer ação. Além disso, esse raciocínio deve unir inteligência emocional e ciência. “São análises rápidas que modificam em frações de segundos o resultado de uma abordagem e o rendimento do paciente durante a sessão”, explica Elem Torello, fisioterapeuta da Clínica Ludens.

 

 

 

 

Desenvolvimento e treino

 

Para que o raciocínio clínico seja colocado em prática de maneira eficaz, são necessários desenvolvimento e treino de uma estrutura mental que contenha:

 

  • Análise do comportamento do paciente: como ele se move e em quais condições isto ocorre. “A tendência dos profissionais é rotular um problema específico logo de início, ou já identificar primeiramente quais são os pontos fracos”, diz. “Quando analisamos cautelosamente todos os comportamentos num determinado período de tempo, temos a possibilidade de levantar hipóteses e, assim, iniciar uma linha de raciocínio coerente”, comenta a fisioterapeuta.

 

  • Hipóteses: momento que o clínico inicia o processo de levantamento de possíveis segmentos e sistemas que podem causar determinados comportamentos. Para cada um, é necessário que diferentes hipóteses sejam levantadas para que o diagnóstico disfuncional não seja equivocado.

 

  • Testagem: toda hipótese levantada tem que ser testada e é neste momento que o raciocínio clínico baseado em evidências começa a se fortalecer dentro do processo, com ferramentas estandalizadas. Nesta fase se faz necessária a avaliação funcional do paciente com base no sistema neuro sensório motor e o seu desenvolvimento.

 

  • Análise cruzada da avaliação funcional qualitativa e quantitativa: o profissional deve orientar seu raciocínio para analisar os resultados numéricos dos testes estandalizados e sua significância nos comportamentos apresentados pelo paciente. “Isto só ocorrerá se ele tiver conhecimento de qual construto cada prova avalia e conseguir detectar onde o paciente falhou”, diz Elem.

 

  • Causas: nessa fase o profissional já domina o problema primário determinante do(s) comportamento(s) que o paciente apresentou e qual o tempo de tratamento.

 

  • Marcos teóricos para o tratamento: todo trabalho de reabilitação tem que estar embasado em evidências que mostrem resultados fidedignos. Atrelado ao processo e tão importante quanto é o “como fazer”, quais estratégias serão utilizadas para que o paciente se envolva na proposta terapêutica. “Para que haja o envolvimento, o profissional tem que desenvolver uma inteligência emocional que o coloque no controle da situação e que o faça, em minutos, modificar ações e tomar decisões. Muitos profissionais não conseguem realizar conexões importantes para o raciocínio clínico, portanto, é essencial um treinamento mais específico com o objetivo de conectar todas as vertentes do tratamento”, finaliza a fisioterapeuta.

 

Oportunidade

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