14 de fevereiro de 2019

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

Os cuidados com a saúde bucal começam cedo

 

*Por Dra. Cláudia Romani

 

Banguela ou com apenas um dentinho. Tem coisa mais linda que o sorriso de um bebê? O que muitos pais não sabem é que para garantir que ele continue assim, os cuidados devem começar cedo. A grande dúvida é sobre quando deve acontecer a primeira visita ao dentista. O ideal é que seja quando nascer o primeiro dente, o que normalmente ocorre entre 6 meses e 1 ano de idade. A partir daí o acompanhamento deve ser a cada 3, 6 ou 12 meses, dependendo do risco de cárie ao qual a criança está exposta.

 

Esse contato inicial é muito importante para que os pais aprendam tudo sobre a higiene bucal do bebê e os hábitos que podem prejudicar a oclusão (mordida). Além disso, a criança vai se acostumando às visitas ao dentista para que se torne um momento agradável.

 

Assim que nascer o primeiro dentinho, a higiene já deve ser feita com uma escova de dentes apropriada para o bebê. As dedeiras em silicone não higienizam corretamente e servem muito mais para massagear as gengivas em épocas de desconforto. Uma outra pergunta muito comum é se as crianças que ainda não sabem cuspir podem usar pasta de dentes com flúor. Se o produto for usado da forma correta, não há risco.

 

Atualmente, o uso do flúor é recomendado desde o primeiro dentinho, porém, nunca se deve ultrapassar a dose de um grão de arroz de 2 a 3 vezes ao dia até os 3 anos de idade. O odontopediatra, além de dar todas as orientações detalhadas, falará sobre alimentação, uso da chupeta e mamadeira e acompanhará todo o crescimento e desenvolvimento da boquinha.

 

Qualquer intercorrência detectada precocemente será tratada o quanto antes, evitando complicações maiores. Além disso, o odontopediatra sempre fará todo o atendimento de uma forma muito lúdica para que sejam consultas divertidas e agradáveis. Nada daqueles traumas que nossos avós viveram.

 

Atualmente, existem muitos recursos tecnológicos que minimizam possíveis sensações desagradáveis: anestesia computadorizada, “motorzinho” elétrico com menos trepidação e barulho, tela com desenhos e séries para as crianças assistirem enquanto estão sendo atendidas, entre outros.

 

Assim, o bebê vai crescendo saudável e aos poucos começa a compartilhar os cuidados com seus dentes com os pais até chegar o momento que tenha coordenação motora e autonomia para fazer sozinho. A criança sempre receberá esse estímulo e essa motivação a cada visita ao consultório.

 

DOCE, o vilão!

 

É importante que os pais entendam como a cárie acontece. Algumas bactérias existentes na cavidade bucal metabolizam principalmente o açúcar, liberando ácido nesse meio. Assim sendo, os dentes perdem mineral e os temidos furinhos aparecem. Porém, é necessária uma alta frequência de ingestão de açúcar para que a doença apareça. Simplificando: crianças que petiscam o tempo todo têm um risco muito maior de desenvolver a cárie do que aquelas que comem o doce somente de sobremesa mesmo que em quantidade maior. Além disso, a alta frequência de açúcar precisa ser rotina na vida da criança, pois ninguém terá cárie apenas por passar uma tarde comendo doces e tomando refrigerantes em um dia eventual de uma festinha, por exemplo.

 

Alimentação em horários regulares é muito importante.

 

Cárie pega?

 

Provavelmente essa pergunta já passou pela cabeça em algum momento. Afinal, se a cárie precisa de bactérias para acontecer e essas bactérias podem passar de uma boca para outra, porque não?

 

Realmente as bactérias podem ser transmitidas de uma pessoa para outra com compartilhamento de talheres, copos e até um contato mais próximo. Mas para que a cárie aconteça, precisa ter o açúcar. Portanto, o hábito alimentar familiar é mais preocupante do que a transmissão de bactérias. Por isso a importância de se acostumar o bebê desde cedo a hábitos saudáveis e escova nos dentinhos.

 

Os sorrisos mais lindos e verdadeiros do mundo agradecem!

 

*Dra. Cláudia Regina Targa Romani é Odontopediatra na Clínica Politano Odontopediatria e Ortodontia, Pós-graduada em Cirurgia Odontopediátrica, em Saúde da Família e Professora assistente do curso de cirurgia em Odontopediatria na ACDC.