26 de maio de 2018

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

Meu filho tem PC. Ele vai andar?

 

Essa pergunta costuma tirar o sossego de pais de crianças com paralisia cerebral (PC), e não é para menos. A ansiedade em torno da resposta só é minimizada após exames e avaliações, já que a conclusão não é imediata.

 

Segundo a fisioterapeuta da Clínica Ludens, Ana Paula Damélio, só será possível saber se a criança irá andar ou dependerá de auxílio para se locomover após alguns procedimentos, já que a PC é um conjunto de desordens causado por uma lesão no cérebro com diferentes graus de incapacidade física e atraso mental e pode acontecer desde a gestação até os dois anos de idade, fase do desenvolvimento do sistema nervoso central. “Exames como a ressonância magnética, por exemplo, irá nos mostrar a extensão da lesão e dar uma noção do que será comprometido pela paralisia. E o Sistema de Avaliação da Função Motora Grossa (GMFCS) classificará o seu nível, dentre cinco, segundo sua funcionalidade”, afirma a profissional.

 

Conheça os níveis e suas condições:

 

Nível I: tem marcha independente sem limitações.

Nível II: anda com limitações mesmo em solos planos e apresenta desequilíbrios.

Nível III: anda com auxílio de muletas ou andadores em longas distâncias.

Nível IV: anda com auxílio de andadores para curtas distância e em solos planos, mas sua melhor independência é fazendo uso de cadeiras de rodas, sendo capaz de tocar a cadeira.

Nível V: não tem marcha e é dependente para locomover-se em cadeiras de rodas.

 

 

“No geral, a classificação V nos guia sobre o prognóstico da criança, mas as disfunções osteomusculares podem atrapalhar o processo, ou seja, é necessário sempre estar atento ao alongamento das musculaturas e à integridade da parte óssea”, explica a fisio.

 

Porém, mais do que desenvolver a marcha, a profissional preza pela autonomia da criança, seja no andador, com muletas ou na cadeira de rodas. “A partir do momento que a criança consegue fazer o que ela quer de forma mais independente e segura, ela se motiva a querer mais”, finaliza.