8 de fevereiro de 2021

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por: stella

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Categorias: Sem categoria, Técnicas e Métodos

Fisioterapia pós-operatória intensiva para rizotomia

Nossa paciente Bia, de 5 anos, passou recentemente por um procedimento neurocirúrgico chamado rizotomia dorsal seletiva (RDS), utilizado em crianças com paralisia cerebral (PC) espástica bilateral a fim de reduzir a espasticidade dos membros inferiores. Esta característica clínica é a principal em pacientes com PC espástica e é considerada a causa mais importante de desconforto, anormalidades na marcha e limitações funcionais.
De acordo com a fisioterapeuta da Clínica Ludens, Melissa Gurgel, que trata a Bia 5 vezes por semana em 2 sessões diárias, o objetivo da reabilitação é o fortalecimento muscular e a aquisição da marcha com auxílio. “A espasticidade gera encurtamentos musculares que influenciam o crescimento ósseo e levam a deformidades. Seu controle, portanto, tem papel crucial no tratamento da PC”, explica a fisio.
Quanto ao programa de fisioterapia, Melissa explica que na primeira semana após a cirurgia de rizotomia são realizadas na Ludens mobilizações precoces de membros inferiores para a manutenção da amplitude de movimento e posicionamento. “Especificamente nos primeiros cinco dias, iniciam-se os exercícios de força muscular de abdutores e extensores de quadril, extensores de joelho, dorsiflexores e prática de padrões normais da posição em pé e a marcha”, conta.

A importância do fortalecimento muscular e da fisioterapia no pós operatório

O fortalecimento muscular, segundo Melissa, preferencialmente utilizando o recurso das polias com carga é utilizado na descrição dos programas de reabilitação da maioria dos estudos, com ênfase nas musculaturas dos membros inferiores, membros superiores e musculatura de tronco, treino isolado, resistido progressivo, de controle seletivo ou funcional.

“Já o treino de marcha se inicia na segunda ou terceira semana, com ênfase no padrão motor normal e com o uso de dispositivos auxiliares, se necessário, treino de habilidades motoras finas, atividades funcionais, atividades de vida diária, controle e alinhamento postural e treinamento de transferências posturais com ênfase no equilíbrio para sentar, semi-ajoelhar e ajoelhar, rastejar, levantar a partir de sentado no chão e na cadeira, em pé e na marcha”, conclui a fisio da Ludens.

É unânime o reconhecimento da fisioterapia pós-operatória intensiva e de longa duração (principalmente no primeiro ano após a rizotomia dorsal seletiva), que deve necessariamente ter estratégias para modificar o antigo padrão motor.

 

 

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