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Terapia Ocupacional - Métodos e Técnicas

A Terapia Ocupacional é uma profissão da área de saúde voltada para o estudo das atividades e ocupações humanas. Procuramos entender como as tarefas que realizamos no dia-a-dia como o trabalho, o brincar e atividades escolares da criança, o lazer e as rotinas de auto cuidado, nos ajudam a organizar o tempo e levar uma vida produtiva, que nos dá uma identidade pessoal, pois na verdade, somos aquilo que fazemos (Kielhofner, 1992).

 

A Terapia Ocupacional trabalha com atividades humanas, planeja e organiza o cotidiano (dia-a-dia), possibilitando melhor qualidade de vida. Seu interesse está relacionado ao desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização de tempo, conhecimento do corpo em atividade, utilização de recursos tecnológicos e equipamentos urbanos, ambiência, facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas e laborais (trabalho), objetivando o maior grau de autonomia e independência possível.

Quando as pessoas estão doentes ou apresentam distúrbios do desenvolvimento, não conseguem organizar suas rotinas diárias e fazer as atividades que são típicas para sua idade e grupo social. Como consequência, elas podem se isolar ou se tornar dependentes de ajuda de outras pessoas, o que atrapalha o desenvolvimento da auto estima e identidade pessoal. A terapia ocupacional serve para ajudar e utiliza recursos como adaptações e modificações no ambiente para estimular o desenvolvimento das habilidades básicas, como força, percepção motora e visual.  

  • Modelo de Desempenho Ocupacional: trabalha com o objetivo de aumentar o desempenho de tarefas de forma satisfatória, principalmente aquelas em que o indivíduo precisa mais utilizar no seu dia-a-dia.
  • Modelo de Reabilitação: trabalha em função de desenvolver a independência do paciente nas atividades da vida diária, tanto produtivas quanto nas de lazer.
  • Modelo Biomecânico: usada em casos de diminuição da amplitude e dificuldades do movimento.
  • Modelo Comportamental: desenvolvido um reportório de comportamentos adaptativos e inadaptados, que determinam a habilidade do paciente em atividades da vida diária, tais como trabalho, atividades recreativas e lazer.
  • Modelo de Incapacidade Cognitiva: incapacidade cognitiva representa uma restrição fisiológica ou biomecânica das capacidades de processamento de informação do cérebro, que produz limitações no comportamento de rotina.
  • Modelo de Neurodesenvolvimento: método observação do desenvolvimento normal e dos conhecimentos já conseguidos em neurofisiologia. Pode definir o tratamento adequado que permitirá a reabilitação do doente.
  • Modelo de Ocupação Humana: Toda a ocupação humana procede de uma tendência espontânea, inata do sistema humano, a necessidade de explorar e dominar o ambiente.
  • Modelo de Integração Sensorial: a aprendizagem baseia-se nas experiências sensório-motoras e depende da capacidade da criança em receber informações sensoriais provenientes da interação do corpo com o meio ambiente, processando e integrando essas informações no  sistema nervoso central. Foi desenvolvido pela neurobióloga  Anna Jean Ayres (1920 - 1989).