8 de junho de 2020

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

Escrita & Caligrafia

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Aprender a escrever pode ser um desafio para muitas crianças, de maneira geral. A escrita é uma das bases fundamentais para a memória e o processamento de informações que comunicarão posteriormente os pensamentos e as ideias.

Para crianças com comprometimento do desenvolvimento, a escrita pode ser uma das atividades que trarão mais preocupações aos pais e educadores, principalmente quando se trata da questão da inclusão e do contexto escolar.

A escrita é formada a partir de um complexo motor que requer um número de pré-requisitos que incluem: bom controle postural, capacidade de realizar movimentos dissociados ou isolados, habilidades em relação ao uso de musculaturas de grupos distintos e específicos nas mãos, coordenação olho-mão, estabelecimento da dominância, planejamento motor, discriminação visual, organização das percepções e processamento de linguagem e cognição. Os primeiros registros se iniciam através das garatujas, que é quando as crianças pequenas, por volta de um ano e meio a dois anos, fazem rabiscos desordenados, que começam por rabiscos verticais, depois horizontais e na sequência circulares.

Na medida em que a criança se desenvolve, os traçados começam a ter forma e a primeira é o desenho da figura humana. Depois vem os desenhos mais estruturados e em seguida se tornam registros com formas de letras e números.

Quando as letras começam a ser desenhadas, é comum que a criança faça de forma espelhada porque a orientação espacial e a coordenação viso-motora estão se estabelecendo e amadurecendo. Gradativamente, a própria criança se auto corrige, desenvolvendo uma caligrafia que será única e própria de cada ser humano.

Algumas dificuldades poderão se manifestar na escrita quando for exigido precocemente o registro de letras, mesmo que seja escrever o próprio nome. A criança estará apta para iniciar os primeiros registros com a intenção de escrita a partir dos cinco anos, que inicialmente terão formas de desenho para aos seis anos começarem a ter o formato de letras e números.

O importante é respeitar o tempo de cada criança, que pode ser diferente entre elas, e sempre buscar ajuda profissional quando achar que algo não está seguindo a rota certa.