6 de novembro de 2019

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

Desafios e potencialidades de quem tem Síndrome de Down

“Não existe um padrão ou níveis definidos para a pessoa com Síndrome de Down”, começou afirmando a terapeuta ocupacional Cynara Ferreira Bernardes Rosa em entrevista para o blog da Ludens. O desenvolvimento está relacionado a características particulares e aos estímulos recebidos tanto de uma equipe interdisciplinar especializada no tratamento quanto dos pais e familiares a fim de favorecer a independência, a autonomia e a participação social.

Segundo ela, as limitações existem e, em resumo, podem ser agrupadas em motoras e cognitivas. A hipotonia muscular é um exemplo de limitação motora, mas a função motora global normalmente é adquirida, porém, num tempo diferente. Já as atividades que requerem mais da cognição podem ser mais difíceis. “Com treino, sua execução pode ser feita com autonomia ou com maior ou menor grau de auxílio ou supervisão”, explicou a profissional.
Em todos os casos, os estímulos são fundamentais e devem ser iniciados o mais cedo possível a fim de potencializar o aprendizado e favorecer essa esperada autonomia. “Isso é essencial para o desenvolvimento motor, cognitivo e social, e também para aquisição de habilidades para uma vida adulta repleta de conquistas, como por exemplo ter uma profissão, seu próprio negócio, praticar um esporte, ser um atleta”, diz Cynara.
Barreiras?

Para a terapeuta ocupacional, falar sobre vencer barreiras, no caso de pessoas com Síndrome de Down, é muito relativo, pois para cada um pode ter uma interpretação diferente. “Vencer barreiras pode ser quando andou pela primeira vez, o primeiro dia na escola, quando ficou sozinho na casa de um amigo, quando pediu o seu primeiro lanche, quando conseguiu seu primeiro emprego, quando se casou, entre muitas outras situações”, enumera. O importante, para ela, é entender que a pessoa com Síndrome de Down que possui uma rede de suporte tem muito potencial de desenvolvimento e de vencer cada vez mais barreiras. A profissional lembrou, ainda o caso recente da homenagem feita ao funcionário do Mc Donald’s de Campinas, Victor Azevedo Andreucci, que completou 20 anos de casa e foi o primeiro colaborador com Síndrome de Down da empresa.

Fotos: nosso querido Miguel