12 de julho de 2018

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

Apraxia de Fala: Entenda!

 

Muitas pessoas confundem quando ouvem o termo “Apraxia de Fala na Infância” (AFI). Não se trata de um atraso comum de criança, e sim, um distúrbio motor (neurológico-funcional) que nem sempre é detectado em exames para o estudo do cérebro (como ressonância e tomografia). Assim, o profissional indicado para identificar o problema é o fonoaudiólogo com experiência na área.

 

Na Apraxia de Fala, os parâmetros espaço-temporais dos movimentos da fala são comprometidos. “É um distúrbio instável, dinâmico e que pode persistir até a idade adulta”, explica Michele Frederico, fonoaudióloga da Clínica Ludens.

 

Antes de 2 anos não é possível fechar o diagnóstico, pois a criança ainda não consegue compreender as instruções específicas para cumprir as tarefas essenciais e também porque nesta idade ela ainda está aprendendo os sons. Entre 2 e 3 anos, o profissional consegue suspeitar do quadro e indicar uma avaliação mais prolongada para a confirmação da patologia.

 

A AFI pode ocorrer após uma lesão em áreas relacionadas ao processamento motor da fala no cérebro, como no traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, entre outros, além de doenças infecciosas como AIDS, encefalite e meningite. Porém, na maioria dos casos, a alteração é idiopática, ou seja, não existe uma causa específica. “Pode ser uma falha no sistema linguístico-motor que resulta na dificuldade para articular sons e para combinar as sílabas para formar as palavras. Ou ainda uma alteração na percepção e processamento motor, o que afeta o planejamento e a automatização da sequência motora de cada palavra produzida”, acrescenta Erika Sousa, também fonoaudióloga da Ludens.  Existem algumas condições genéticas que podem ter a Apraxia associada, como as síndromes do X-Frágil, de Down e de Prader-Willi.

 

 


IMPORTANTE: O fonoaudiólogo que estiver acompanhando a criança
com diagnóstico de AFI deve visitar a escola para conhecer e orientar a
coordenação pedagógica e a professora sobre as melhores práticas para
lidar com essa criança.

 

Alguns sinais de que seu filho pode ter AFI:

 

  • bebês quietos e que balbuciam pouco;
  • palavras como “mamãe” e “papai” aparecem mais tarde (depois de 14 meses);
  • compreensão boa, mas não consegue se expressar bem;
  • fala apenas as vogais ou apenas as primeiras sílabas;
  • dificuldade para imitar palavras e frases;
  • não consegue manter a sequência correta de sílabas;
  • dificuldade para mastigar algumas consistências;
  • alteração dos movimentos orais (colocar a língua para fora, lateralizar a língua dentro e fora da boca, encher as bochechas);
  • sopro fraco;
  • melodia da fala é afetada;
  • crianças desajeitadas no correr, no pular.