24 de junho de 2019

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

A importâncias das órteses

 

Por Ana Paula Damélio

 

As órteses são aparelhos usados para melhorar o alinhamento das articulações, principalmente aquelas envolvidas na locomoção. Geralmente, as mais indicadas para as crianças com paralisia cerebral são conhecidas como AFO Neurofisiológica (Ankle, Foot, Orthoses), ou seja, órtese tornozelo-pé. Elas podem ser fixas, articuladas (livre ou com trava/limitação) ou de reação ao solo.

Na paralisia cerebral espástica, os tornozelos e pés são segmentos corporais muito acometidos pela hipertonia muscular, sendo, portanto, sujeitos a deformidades com o crescimento esquelético da criança.

As principais deformidades que são observadas são os pés planos e os pés equinos, o que deixa claro que os pés e tornozelos precisam de atenção ortopédica precocemente para mantê-los livres de deformidades que prejudiquem o desempenho motor da criança.

 

As principais funções e objetivos das órteses AFO são:

– Melhorar o alinhamento dos tornozelos e pés, mantendo-os posicionados adequadamente para que a criança possa ser colocada em pé; e nas que tem capacidade de marcha, possam ter marcha mais eficiente;

– Permitir um suporte externo para tornozelos e pés, melhorando a estabilidade para ortostatismo (ficar em pé) e consequente equilíbrio;

– Diminuir a velocidade de progressão das deformidades com o crescimento esquelético da criança.

 

São frequentes e complexas as deformidades nos pés de crianças com algum acometimento neurológico. Estudos demonstram que com o uso contínuo de órteses, os parâmetros radiológicos do pé acometido pela deformidade podem ser corrigidos, ou seja, as órteses restabelecem as relações ósseas e articulares dos pés.

A principal limitação das órteses é a incapacidade de corrigir deformidades fixas, portanto, quando os pés têm deformidades que não são capazes de ser controladas com as órteses, elas precisam ser corrigidas com as cirurgias ortopédicas e, com isso, restabelecer as relações articulares normais e o bom posicionamento para sustentar o peso corporal e permitir que a criança fique em pé e troque passos, naquelas que tem capacidade motora para isso.