12 de junho de 2019

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

A adolescência tratada com atenção

Por Fabio Carvalho

Cuidar de adolescentes é sempre um desafio. E com os da Clínica Ludens não poderia ser diferente. O fato deles terem autismo, asperger ou paralisia cerebral torna o processo ainda mais desafiador.

E foi abraçando essa causa que o terapeuta ocupacional Fábio Carvalho iniciou um trabalho especialmente focado nos pacientes que estavam crescendo e se tornando adolescentes. Em 2016, montou o primeiro grupo com cinco integrantes entre 13 e 21 anos, após perceber que havia uma demanda diferente de cuidados terapêuticos nessa nova faixa. “Verifiquei que emergiam questões associadas ao desenvolvimento psicossocial que saíam da esfera das metodologias terapêuticas para a infância e mudavam o foco da clínica para o futuro da escolarização, socialização, mudanças corporais, sexualidade, impulsividade e aprendizagem profissionalizante, desses jovens”, afirma Fábio.

O grupo durou seis meses e era acompanhado por três terapeutas ocupacionais na coordenação, no processo de terapia e coterapia. Na sequência, novos grupos foram se formando, sempre com base na metodologia apoiada na teoria dos grupos operativos ou de tarefas. Nela se busca implementar a comunicação, o relacionamento social e familiar, desenvolver as habilidades executivas e funcionais nas vivências cotidianas e sócio comunitárias e explorar a consciência e comunicação corporal e o autocuidado.  “Os grupos realizam atividades internas e externas. Na clínica são propostas a produção de desenhos, pinturas, colagens, jornal, pesquisa de opinião, projeção de vídeos, culinária, dança e música. As atividades externas ocorrem em parques, shoppings, quadras de esportes e nas imediações da clínica”, conta o terapeuta.

Além disso, o tratamento em grupo também conta com atividades físicas, jogos corporais e socialização, mediadas conjuntamente por um educador físico e um terapeuta ocupacional a fim de ampliar o repertório de interação social e expressão lúdica dos adolescentes.

Fábio frisa a importância da colaboração dos familiares para o sucesso de todo o processo terapêutico. “Solicitamos que se comprometam e facilitem as atividades propostas e, além disso, avaliem e relatem as mudanças percebidas acerca da aquisição de habilidades resultantes do processo terapêutico experimentado por seus filhos”, declara, acrescentando que são realizadas reuniões periódicas com os pais dos adolescentes para que aconteça o feedback sobre o trabalho do grupo de forma geral.