30 de julho de 2020

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por: ludens

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Categorias: Novidades de Tratamento

O processo de engatinhar

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*Por Melissa Gurgel e Renata Martins,  fisioterapeutas da Ludens

 

 

A impressão que se tem do ponto alto do desempenho motor de um bebê seria o andar independente. Porém, não podemos esquecer e nem subestimar a importância do estágio imediatamente anterior, que é o engatinhar.

 

Antes de engatinhar, o bebê passa por um período longo de experimentação até alcançar a “maturidade” para o movimento. Essa experimentação compreende algumas fases:

 

✓Chegar à postura sentada;

✓Pivotear;

✓Apoio lateral e descarga de peso nos membros superiores;

✓Posição de quatro apoios.

 

Essa é uma fase de diversas tentativas de deslocamento, arrastando sentado, apoiando-se de gato e voltando. O bebê está a cada dia exercitando, fortalecendo e moldando seus músculos, ossos e articulações e também colocando em prática novas experiências sensoriais que são extremamente importantes para o seu desenvolvimento.

 

Tentar estimular o bebê a “pular” esse marco motor não é indicado, pois nesse período ele adquire força e mobilidade e sentirá mais segurança para alcançar as posturas mais altas antes de andar.

 

Além do fortalecimento global da musculatura, o bebê também aprende sobre seu próprio corpo, por exemplo:

 

✓O espaço que ele ocupa no ambiente quando passa por baixo ou desvia de um obstáculo;

✓A distância dos brinquedos à medida que coloca em prática as dissociações dos membros durante o deslocamento de gato;

✓Noções de profundidade, altura e largura do espaço.

 

Os pais devem ser estimulados a adaptar o ambiente e a deixar propositalmente os brinquedos mais distantes. Com certeza o bebê vai adorar esses desafios.

 

Caso a caso

 

Apesar do engatinhar ser um marco motor muito importante para o bebê, ele não é obrigatório. Nas crianças com desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) típico, costuma ser sequencial: primeiro engatinhar e depois andar.

 

Mas muitas crianças com o desenvolvimento típico pulam essa fase, andam bem e com independência, sem outras alterações.

 

Já as crianças com desenvolvimento neuropsicomotor atípico são colocadas na postura em pé durante as sessões de fisioterapia mesmo antes de engatinhar, com outros objetivos relativos à preservação da estrutura óssea e articular do quadril.

 

Crianças com DNPM atípico que alcançam a marcha independente nem sempre engatinham, mas sempre recomendamos o engatinhar como uma vivência importante para integrar muitas funções, principalmente a dissociação de cinturas, que também será solicitada durante a marcha.

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